sábado, 19 de setembro de 2015

Com te Vejo

Ode
Eis-me nu e singelo!
 Areia branca e o meu corpo em cima.
Um puro homem, natural e belo,
 De carne que não peca e que não rima.


A linha do horizonte é um nível quieto;
As velas, de cansaço, adormeceram;
E penas brancas, que eram luto preto,
Perderam-se no azul de onde vieram.

Sol e frescura em toda a grande praia
Onde não pode haver agricultura;
Esterilidade limpa, que não caia
De pão e vinho a cósmica fartura.

Dançam toninhas lúdicas no céu
Que visitam ligeiras e felizes;
Uma força sonâmbula as ergueu,
Mas seguras à seiva das raízes.

Nem paz, nem guerra, nem desarmonia;
O sexo alegre, mas a repousar;
Um pleno, largo e caudaloso dia,
Sem horas e minutos a passar.

Vem até mim, onda que trazes vida!
Soro da redenção!
 Vem como o sangue doutra mãe pedida
 Na hora de dar mundo ao coração!

Miguel Torga

terça-feira, 15 de setembro de 2015

fio de prumo: Reportagem dos santos populares

fio de prumo: Reportagem dos santos populares:  As belas da Grupa  Eles e elas As Helenas Andava num desatino para comer sardinhas assadas, mas não queria ir para o meio da...



Claro está que o que ainda há de muito bom , é a troca de calor entre amigos .

Consegue passar-nos essa calma inteira de uma vida , bem lutada e espremida. Um Obrigada