quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Ode
Eis-me nu e singelo!
 Areia branca e o meu corpo em cima.
Um puro homem, natural e belo,
 De carne que não peca e que não rima.


A linha do horizonte é um nível quieto;
As velas, de cansaço, adormeceram;
E penas brancas, que eram luto preto,
Perderam-se no azul de onde vieram.

Sol e frescura em toda a grande praia
Onde não pode haver agricultura;
Esterilidade limpa, que não caia
De pão e vinho a cósmica fartura.

Dançam toninhas lúdicas no céu
Que visitam ligeiras e felizes;
Uma força sonâmbula as ergueu,
Mas seguras à seiva das raízes.

Nem paz, nem guerra, nem desarmonia;
O sexo alegre, mas a repousar;
Um pleno, largo e caudaloso dia,
Sem horas e minutos a passar.

Vem até mim, onda que trazes vida!
Soro da redenção!
 Vem como o sangue doutra mãe pedida
 Na hora de dar mundo ao coração!

Miguel Torga
Tocas(-me) como ninguém. Tens um talento inato para despertar (em mim) todos os sentidos. De os colocar alerta. De os trazer para o rente da pele. De fazeres com que a música perdure, mesmo quando já não estás. Conheces a (minha) pauta de cor. Sabes(-me) de cor todos os acordes.
Tocas(-me)?
- Rita Leston -

Amar é ver diferente. Depois fica-se cego. Mas primeiro é ver diferente. Gonçalo M. Tavares

Amar é ver diferente.
Depois fica-se cego.
Mas primeiro é ver diferente.

Gonçalo M. Tavares

Não Desistas De Mim - Pedro Abrunhosa

Agarra me esta noite

Pedro Abrunhosa - Beijo

"Num único beijo saberás tudo aquilo que tenho calado."
Pablo Neruda

https://youtu.be/FaSgW6KlH3ohttps://youtu.be/FaSgW6KlH3o