quinta-feira, 1 de outubro de 2015
"Num único beijo saberás tudo aquilo que tenho calado."
Pablo Neruda
sábado, 19 de setembro de 2015
Com te Vejo
Ode
Eis-me nu e singelo!
Areia branca e o meu corpo em cima.
Um puro homem, natural e belo,
De carne que não peca e que não rima.
A linha do horizonte é um nível quieto;
As velas, de cansaço, adormeceram;
E penas brancas, que eram luto preto,
Perderam-se no azul de onde vieram.
Sol e frescura em toda a grande praia
Onde não pode haver agricultura;
Esterilidade limpa, que não caia
De pão e vinho a cósmica fartura.
Dançam toninhas lúdicas no céu
Que visitam ligeiras e felizes;
Uma força sonâmbula as ergueu,
Mas seguras à seiva das raízes.
Nem paz, nem guerra, nem desarmonia;
O sexo alegre, mas a repousar;
Um pleno, largo e caudaloso dia,
Sem horas e minutos a passar.
Vem até mim, onda que trazes vida!
Soro da redenção!
Vem como o sangue doutra mãe pedida
Na hora de dar mundo ao coração!
Miguel Torga
Eis-me nu e singelo!
Areia branca e o meu corpo em cima.
Um puro homem, natural e belo,
De carne que não peca e que não rima.
A linha do horizonte é um nível quieto;
As velas, de cansaço, adormeceram;
E penas brancas, que eram luto preto,
Perderam-se no azul de onde vieram.
Sol e frescura em toda a grande praia
Onde não pode haver agricultura;
Esterilidade limpa, que não caia
De pão e vinho a cósmica fartura.
Dançam toninhas lúdicas no céu
Que visitam ligeiras e felizes;
Uma força sonâmbula as ergueu,
Mas seguras à seiva das raízes.
Nem paz, nem guerra, nem desarmonia;
O sexo alegre, mas a repousar;
Um pleno, largo e caudaloso dia,
Sem horas e minutos a passar.
Vem até mim, onda que trazes vida!
Soro da redenção!
Vem como o sangue doutra mãe pedida
Na hora de dar mundo ao coração!
Miguel Torga
terça-feira, 15 de setembro de 2015
fio de prumo: Reportagem dos santos populares
fio de prumo: Reportagem dos santos populares: As belas da Grupa Eles e elas As Helenas Andava num desatino para comer sardinhas assadas, mas não queria ir para o meio da...
Claro está que o que ainda há de muito bom , é a troca de calor entre amigos .
Consegue passar-nos essa calma inteira de uma vida , bem lutada e espremida. Um Obrigada
Claro está que o que ainda há de muito bom , é a troca de calor entre amigos .
Consegue passar-nos essa calma inteira de uma vida , bem lutada e espremida. Um Obrigada
sábado, 15 de agosto de 2015
Era uma vez ... e a cidade do Porto pariu uma cria.
Foi-lhe dada o nome de Pedro Machado Abrunhosa, que ele próprio aligeirou para Pedro Abrunhosa. Aligeirou o nome, não a sua grandeza demonstrada ao longo da sua carreira de músico, fazedor de canções, como queiram. De uma natureza inquieta, não se deitou sobre a vida; deitou-se com a vida, acordando com os seus sonhos e fazendo deles aquilo que hoje sinto cada vez que assisto aos seus concertos e em cada um deles. Porque sim, nenhum deles se repete. Pode ser o dia 30/01/2015 no Coliseu do Porto- apenas como referência- pois, é-me difícil fazer distinção justa para encontrar o seu melhor concerto. Seria o mesmo que esquartejar Pedro Abrunhosa. Os seus concertos são sentidos por mim, como um vento ameno, onde sinto o fustigar de de palavras tão bem encontradas e acasaladas brotando delas um filho, as suas canções, onde navego em ondas de um mar de notas musicais, que me fazem amainar as velas do meu barco a tentar vencer tempestades. E ali, ouvindo a sua música, as palavras que saem do seu corpo, dos seu gestos, deixo esse barco alongar-se num mar de sensações e prolongo uma travessia intensa de honestidade para comigo porque amanhã vou continuar a calcorrear as pedras das calçadas, das ruas, vou trabalhar, vou enfrentar a rotina da minha vida, ... mas acalentada, Iluminada, e enfeitiçada pela Lua, que concerto após concerto, faz descer do palco num abraço aconchegado Pedro Abrunhosa e assim nos acompanha de volta aos nossos lares, à nossa outra casa. Sinto-me ninfomaníaca, sim , porque a sua linguagem corporal consegue fazer-me separar e sentir a parte física do amor, porque esse, o amor está presente em todo o concerto.
Os seus concertos são o esplendor criativo das histórias que ilustram a sua vida.
Foi-lhe dada o nome de Pedro Machado Abrunhosa, que ele próprio aligeirou para Pedro Abrunhosa. Aligeirou o nome, não a sua grandeza demonstrada ao longo da sua carreira de músico, fazedor de canções, como queiram. De uma natureza inquieta, não se deitou sobre a vida; deitou-se com a vida, acordando com os seus sonhos e fazendo deles aquilo que hoje sinto cada vez que assisto aos seus concertos e em cada um deles. Porque sim, nenhum deles se repete. Pode ser o dia 30/01/2015 no Coliseu do Porto- apenas como referência- pois, é-me difícil fazer distinção justa para encontrar o seu melhor concerto. Seria o mesmo que esquartejar Pedro Abrunhosa. Os seus concertos são sentidos por mim, como um vento ameno, onde sinto o fustigar de de palavras tão bem encontradas e acasaladas brotando delas um filho, as suas canções, onde navego em ondas de um mar de notas musicais, que me fazem amainar as velas do meu barco a tentar vencer tempestades. E ali, ouvindo a sua música, as palavras que saem do seu corpo, dos seu gestos, deixo esse barco alongar-se num mar de sensações e prolongo uma travessia intensa de honestidade para comigo porque amanhã vou continuar a calcorrear as pedras das calçadas, das ruas, vou trabalhar, vou enfrentar a rotina da minha vida, ... mas acalentada, Iluminada, e enfeitiçada pela Lua, que concerto após concerto, faz descer do palco num abraço aconchegado Pedro Abrunhosa e assim nos acompanha de volta aos nossos lares, à nossa outra casa. Sinto-me ninfomaníaca, sim , porque a sua linguagem corporal consegue fazer-me separar e sentir a parte física do amor, porque esse, o amor está presente em todo o concerto.
Os seus concertos são o esplendor criativo das histórias que ilustram a sua vida.
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